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World Adventure Grupo Ecológico e Aventuras
Canyoning

Qual a primeira coisa que vem a sua cabeça quando vê um bando de malucos pendurado em cachoeiras, deslizando nas cordas e caindo dentro d´água ou então escorregando pelas pedras como num tobogã ? È coisa de maluco mesmo ! A emoção, obviamente, é o maior atrativo para os praticantes que se apaixonam pela exploração de canyons. E a adrenalina, se é que se pode chamar assim, se apresenta nas situações novas e inesperadas.
O Canyoning pode ser definido para um leigo como uma espécie de alpinismo praticado em cachoeiras. Mas o esporte vai muito além do rapel em cachoeiras, envolve tudo que diz respeito à exploração do ambiente dos canyons e dos rios em garganta. Bem, o fato é que essa modalidade radical é uma das mais completas dentre os esportes de aventura e consiste basicamente em descer um rio caminhando pelo seu leito e transpondo todos os seus obstáculos utilizando para isso vários equipamentos e técnicas derivadas do alpinismo.

Com o crescimento desse esporte surgiu a derivação chamado cascading, que nada mais é do que a descida repetida em rapel de uma cachoeira.

A HISTÓRIA

Alfred Martel

Sua história remonta o inicio do século XX com uma expedição científica comandada por Edouard Alfred Martel para catalogar cavernas e canyons no Maciço dos Pirineus entre França e Espanha. Martel levou mais de 20 anos para explorar um trecho do canyon de Oladibi, no sul da França, que hoje é feito em poucas horas. Por sua vez os americanos também reivindicam a paternidade, tendo como argumento à exploração do Rio Colorado que corta o Crand Canyon no final do século XIX.

O canyoning surgiu com fins científicos, mas depois que inventaram novos e seguros equipamentos à atividade ganhou força e novos adeptos e de três décadas pra cá se transformou numa prática desportiva. No Brasil começou a ser praticado a cerca de 12 anos e foi introduzido pelo Italiano Giovanni Badino, famoso espeleólogo europeu. A primeira experiência considerada oficial do esporte no país aconteceu em 1990, quando resolveram descer a cachoeira do Buraco do Padre, de 30 metros de altura, na cidade da Ponta Grossa, no Paraná. Segundo o fotógrafo e espeleólogo Carlos Zaith, que participou da descida, apesar do preparo de todo o grupo, a expectativa e apreensão eram muito grandes, afinal, ninguém sabia o que ia encontrar cachoeira abaixo. A descida tranqüila surpreendeu a equipe que, seis anos depois, em janeiro de 96, realizaria a maior façanha do canyoning brasileiro: a descida da cachoeira da Fumaça, de 340 metros de altura, na Chapada Diamantina, no interior baiano.

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Técnicas usadas no Canyoning

Técnicas de progressão para transposição de obstáculos:

Rapel

Descida em corda com o uso ou não de aparelhos.
O rapel pode ser em meio aquático ou aéreo. No aquático, os cuidados devem ser multiplicados e a técnica e aparelhagem poderão variar. O rapel poderá ser guiado: que é um desvio diagonal de sua trajetória para evitar uma forte torrente vertical, e poderá ainda ser fracionado, isto é, dividido em vários rapeis menores procurando um caminho mais seguro.

Tiroleza:

Travessia por uma corda presa em duas extremidades. As transposições podem ser feitas usando um mosquetão preso a um "cabo-solteira" e conectado à cadeirinha, ou ainda, preso a uma roldana que dará mais velocidade a travessia.

Trekking

Caminhada pelo leito do rio, normalmente em sentido da corrente e onda haja pouca profundidade. Evita-se subir pelas pedras, pois aumenta o risca de acidentes.

Natação

Em trechos profundos e usando a mochila com apoio flutuante.

Floating

Técnica de natação em águas vivas, onde os pés se postam em sentido da corrente (rio abaixo) e sentado e de braços abertos se deixa levar por ela

Saltos

A técnica varia de acordo com a altura do salto e da profundidade do poço receptor. Verifica-se sempre, mesmo em locais já conhecidos, se não há novos obstáculos (árvores ou rochas) no poço.

Escalada

Técnica de subir em rochas, usada para o caso de emergência quando se precisa abandonar rapidamente o Canyon

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Equipamentos

Básico
· Cinto cadeirinha (Boudrie)
· Um descensor do tipo (Oito, Stop, Rack, Simple, etc...)
· Cabo solteira para auto-segurança
· Mosquetões com trava e sem trava
· Roupa de neoprene (curta ou longa)
· Capacete
· Luvas
· Cordas estáticas

Complementar:
· Mochila estanque ou vazada
· Calçado (botas resistentes a água)
· Fitas tubulares (de 20mm de 2,3 e 4 metros)
· Anéis de fita (tamanhos diversos)
· Cordas estáticas (9 a 11 mm)
· Blocantes (punho, croll, shunt, Ascender)
· Kit de grampeação (martelo, batedor, plaquetas, chapeletas, spits de 8mm)
Outros: roldanas, proteções de corda, cordins 6mm, malhas rápidas P15, mosquetões de aço com trava, manta de sobrevivência, kit de primeiros socorros, apito; canivete, proteção para mapas, rádios.

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