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ANDRADAS - Point dos Esportes Radicais
Sobre a Cidade

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Posição Geográfica

O Município de Andradas, um dos integrantes da Microrregião Planalto de Poços de Caldas, Sul de Minas, é um importante centro viticultor do Estado de Minas Gerais. Com uma superfície de 450 km (Instituto de Geociência Aplicadas, de Minas Gerais). Andradas limita-se com os municípios mineiros de Poços de Caldas, Caldas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Ouro Fino, Jacutinga, Albertina e os municípios paulistas de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio de Jardim, São João da Boa Vista e Águas da Prata. Administrativamente, é constituído por três distritos: o da sede, Gramínea e Campestrinho. A cidade de Andradas, sede municipal, está a uma altitude de 920 m e tem sua posição marcada pelas coordenadas geográficas de 22º 04 05 Lat. S e 46º 34 09 Long. W Gr (Igreja Matriz). Do ponto de vista judiciário, é sede de Comarca de Primeira Entrância.

Histórico

O território que hoje constitui o Município de Andradas foi ocupado no final do século XVIII por dois fazendeiros procedentes de Baependi, que aí se fixaram e deram início ao povoamento da região. O primitivo núcleo cresceu às margens do Córrego do Cipó, onde foi erguida uma capela em honra de São Sebastião, ficando conhecido como São Sebastião do Jaguari.
A existência de clima ameno e de solos férteis propiciou desenvolvimento da agricultura e atraiu numerosos migrantes para a região. O rápido progresso do núcleo determinou a sua elevação à categoria de distrito, subordinado ao Município de Caldas. A lei de nº 3656, de 1º de novembro de 1888 criou o município e a vila, com o nome de Caracol (do nome de uma serra local). Em 10 de setembro de 1925, por força da Lei nº 893, a Vila de Caracol adquiriu foros de cidade.
Um fato de importância decisiva para a economia municipal foi a chegada de colonos europeus, sobretudo italianos, introduzidos na região após a Abolição de Escravatura. A esses colonos italianos deve-se a introdução da cultura da vinha, além da diversificação das atividades agrícolas centradas, até então, na cultura cafeeira.
O atual nome da cidade, homenagem do governo mineiro à família dos Andradas, data de 1928.

Quadro Natural

Com relação à geologia, identificam-se duas regiões bastante diferenciadas no Município de Andradas. A primeira, abrangendo as porções central e meridional, é formada por rochas granito-gnáissicas do embasamento cristalino. A segunda, correspondendo à porção setentrional e limitada pela Serra do Caracol, faz parte do maciço alcalino de Poços de Caldas. Este maciço corresponde a uma intrusão de rocha alcalina nas rochas granito-gnáissicas do embasamento. Nele são encontrados importantes depósitos minerais como o zircônio ( contendo urânio), tório, argilas refratárias e bauxita.
Dentre os minerais explorados no município citam-se a bauxita, a leucita, o caulim, o quartzo, as argilas, os sais de potássio, a argila refratária, as rochas potássicas e a bauxita.
No que se refere ao quadro morfoestrutural, a região faz parte do Planalto Sul de Minas ou Planalto do Alto Rio Grande, uma das unidades que constituem o Domínio Morfoestrutural do Interior, formado por escarpas e maciços modelados em rochas do Complexo Cristalino.
A região de Andradas faz parte do Domínio Tropical Atlântico de Mares e Morros, embora as formas de relevo mais características deste domínio (colinas formando mares de morros) não se encontrem aí bem caracterizadas. Apresenta condições morfoclimáticas em que predominam os processos pedogênicos inerentes às zonas intertropicais ou seja, predominância dos processos químicos ebióticos que agem associados a processos mecânicos. O resultado dessa ação conjunta é a formação de um manto de alteração (alterito) espesso nas áreas de pouca declividade e delgado nas áreas de declividade mais acentuada.
Com relação às formas de relevo (modelado), são encontradas três regiões individualizadas. A primeira corresponde à porção norte situado entre a Serra do Caracol e os limites setentrionais do município. Predominam aí altos planaltos representados por relevos residuais (pequenos maciços) com altitude entre 1350 e 1500 m, e topos aplainados ou abaulados. As vertentes são pouco ravinadas. Nas partes altas das vertentes predominam declividades médias (12 a 50%), enquanto que nas partes medianas e baixas predominam declividades pouco acentuadas (inferior a 12%). Os vales são muito amplos, constituindo um prolongamento das baixas vertentes. Ocorrem acumulações de material desagregado nas vertentes (colúvio) e de material fino, argiloso nas baixadas. A altitude relativa (diferença entre o ponto mais elevado e o ponto mais baixo numa região) é pequena: cerca de 150m. Nesta região a drenagem corre na direção norte, destacando-se os ribeirões do Tamanduá e das Antas.
A segunda região compreende toda à porção central do Município de Andradas, limitada ao norte pelas Serras do Caracol, ao sul pela Serra do Bebedouro e a sudeste pela Serra do Pau dAlho. Corresponde a um relevo de colinas convexas e convexo-côncavas alinhadas em forma de espigões, bastante seccionadas e ravinadas pela rede de dentre 900 e 970 m, aproximadamente. Nas vertentes predominam as declividades fracas (inferior a 12%), como, por exemplo, na cidade de Andradas e regiões circunvizinhas. Os vales são amplos, ocupados por uma rede de drenagem densa. O Rio Jaguari-Mirim atravessa a parte central do município, no sentido aproximado E W. Seues afluentes nascem nas regiões serranas, e dentre eles citam-se os córregos da Farinha, do Toque, Retirinho, Angola, Cachoeira, Cambuí, Água Espelhada e os ribeirões Pirapetinga, Caracol, Coacais, Prata, São João. Ocupando, um vale aberto entre as serras de São João e a do Bebedouro, o Córrego São João do Grama corre no sentido NE-SW em direção ao Rio Jaguari-Mirim. As várzeas são amplas, a acumulação de argilas é importante e a maioria sofre problemas relacionados com inundações periódicas. A altitude relativa nessa área oscila entre 100 e 150 m, aproximadamente.
A terceira região compreende as áreas serranas. Ao norte da cidade de Andradas localiza-se a Serra do Caracol, que se prolonga para oeste através da Serra do Gavião. As altitudes são superiores a 1400 m (o Pico do Gavião situa-se a 1657m). A Serra do Caracol forma uma vertente abrupta (tipo paredão) voltada para o sul. As declividades são superiores a 80%. Ao sul do município a Serra do Bebedouro forma outro importante alinhamento de direção W-E, com altitude em torno importante alinhamento de direção W-E, com altitude em torno de 1300 m. A Serra do Grotão, também na porção sul, registra altitude de 1410 m e a Serra do Pau d'Alho constitui outro paredão rochoso, também de direção W-E, e altitude máxima de 1510 m. O leste do município localiza-se a Serra do Capistrano e a sudeste a serras do Pântano e do Campestrinho. Nas regiões serranas as altitudes relativas variam muito, chegando a mais de 700 m. Os vales são encaixados e as vertentes bastantes ravinadas. Tanto na região de colinas quanto nas regiões serranas são comuns os afloramentos de rochas desnudas, resultando em relevos do tipo dos pães-de-açucar, como por exemplo, na Pedra do Diamante, Serra do Ronca, Bela Cruz e Prata.
O clima da região de Andradas, segundo a classificação de Köppen, é o Cwb, isto é, clima mesotérmico, caracterizado por verões brandos e úmidos. A precipitação média anual varia de 1500 a 1800 mm, sendo que em áreas serranas estes índices chegam a ser ultrapassados. O período seco é curto e dura de 2 a 3 meses, coincidindo com os meses frios (junho-julho-agosto). A temperatura média é de 20º C. A amplitude térmica anual (diferença entre a média do mês mais quente e a média do mês mais frio) varia de 5 a 7º C. A altitude e o relevo exercem importante influência nas características climáticas de Andradas, resultando, por exemplo, na amenização das temperaturas e na criação de um microclima tipicamente serrano. No inverno são registradas temperaturas mínimas absolutas inferiores a 0º C e o fenômeno das geadas é comum durante os dias mais frios.
Ocupada anteriormente pela Floresta Latifoliada Tropical com Araucária e pelos campos de altitude, atualmente são as pastagens que predominam na região. Hoje são encontradas apenas pequenas reservas da antiga mata muito degradada. O tipo de mata predominante hoje é a mata galeria (mata ciliar) que acompanha alguns cursos de água. Nos altos planaltos a vegetação natural é o campo de altitude.
Sobre vertentes inclinadas, em áreas ocupadas por reservas de matas, ocorre um latossolo espesso de coloração vermelho-amarela. Nas várzeas o solo é de tipo aluvial de coloração escura, com maior fertilidade. As áreas de pastagens e campos apresentam um latossolo vermelho-amarelo, de espessura variada, que predomina no município. O solo não se apresenta desenvolvido onde há afloramento rochoso.
As principais formas de erosão são as planares representadas pelos rastejamentos de terra, desmoronamentos e deslizamentos que são acentuados pela ação do homem (ação antrópica). Nas áreas utilizadas pela pecuária, o pisoteio contínuo do gado provoca deformações do terreno formando sulcos, os terracetes. Estes sulcos tendem a evoluir para desmoronamentos e até voçorocamento se o pisoteio não for controlado e se a recuperação das pastagens não for providenciada. A plantação em linha e a falta de pouso facilitam a ação das águas pluviais concentradas em enxurradas.
No município de Andradas é bastante generalizada a degradação dos solos por ação antrópica, principalmente na porção centro-sul do município (Prata Bela Cruz). Na vertente sul da Serra do Caracol, em conseqüência da intensidade dos deslizamentos, são necessárias medidas urgentes de contenção, principalmente nos cortes da estrada MG-146.


Industria e Infra-Estrutura Básica

A eletricidade é fornecida pela Companhia Paulista de Força e Luz. Em 1975 havia 96 estabelecimentos industriais em que trabalhavam 641 pessoas. Uma só indústria, a Indústria Cerâmica Andradense S.ª, ocupava em 1980, cerca de 700 pessoas, fabricando louças sanitárias. Em 1975 as indústrias alimentares e de bebidas eram responsáveis por quase 80% do valor da produção industrial, com menos de 1/3 do pessoal ocupado. A indústria de vinhos é tradicional na região, havendo quase duas dezenas de indústria vinícolas, em parte pertencentes a descendentes de italianos que se instalaram no município. A maior delas, a Piagentini, ocupa cerca de 95 empregados. A indústria de confecções apresenta mais de uma dezena de estabelecimentos. Outras indústrias: móveis, metalúrgicas (pregos), artigos de couro, carrocerias de caminhões. A mineração, sobretudo de feldspato, quartzo e leucita produz para indústrias de São Paulo.
Andradas está a 39 km de Poços de Caldas e a 25 de E.S.do Pinhal, com as quais se liga por rodovias asfaltadas. Distante 220 km de São Paulo, 527 de Belo Horizonte e 550 do Rio de Janeiro. Diariamente há vários ônibus que saem com destino às cidades mais próximas.

Comércio e Serviços

O comércio de Andradas apresentou um crescimento de 272,2% quanto ao número de estabelecimentos, o ramo atacadista apresentou maior crescimento que o varejista.
O setor de serviços aparece com um número variado de equipamentos, que também atendem à população de outros municípios.
Os serviços de saúde compreendem um hospital particular, na sede, com convênios com o INPS e FUNRURAL, e dois postos de saúde, públicos, um no distrito de Gramínea e um na sede.
Os serviços de educação atingem o 1º e o 2º graus.
Os bancos do Brasil, Itaú, Bradesco, Real, Unibanco e as Caixas Econômica Federal e Estadual são responsáveis pelos serviços bancários.

Estrutura da Cidade

O sítio urbano é favorável a um desenvolvimento da cidade, que ocupa terras às margens do Ribeirão Pirapetinga e de seu afluente, o Córrego do Mosquito. Quase na fronteira de São Paulo, a cidade apresenta um grande dinamismo econômico. Muitos loteamentos e bairros novos retratam a expansão urbana.
Os estabelecimentos comerciais e de serviços estão concentrados na rua Coronel Oliveira, sobretudo no trecho situado entre a rua Delfim Moreira e a Praça da Igreja Matriz.

Problemas e Perspectivas

O município tem considerável proporção de terras com declividades inferiores a 12% que facilitam a mecanização agrícola. No entanto, a maior parte do território municipal apresenta declives entre 12 e 50%, o que exige um criterioso uso do solo, de modo a evitar a erosão e a degradação dos mesmos. As áreas serranas mostram declividades em geral acima de 50%, condição que não favorece as atividades agropecuárias. Essas áreas devem ser destinadas à recomposição da flora e fauna originais. Locais de onde se descortinam belos panoramas, que existem em grande número, podem ser valorizados através de projetos de turismo e lazer.
As condições naturais de Andradas favorecem a agropecuária, que é bastante produtiva e que vem desenvolvendo um processo de diversificação e modernização. A proximidade dos grandes centros consumidores do país tem influído nessas transformações e tende a ampliar o desenvolvimento agrícola, com melhor aproveitamento das terras e conseqüente melhoria dos aspectos econômicos e sociais.
O crescimento da cidade, bastante dinâmico, deve ser conduzido de modo a possibilitar a expansão das diversas atividades econômicas sem que isso venha comprometer o bem estar da população local e dos seus visitantes. A instalação de indústrias de maior porte, que já se iniciou e tende a crescer, deve ser feita dentro de uma perspectiva racional do uso do espaço, para que os efeitos negativos da industrialização sejam minimizados. A existência de uma agropecuária produtiva, de recursos minerais variados e a proximidade de São Paulo são alguns dos fatores que podem promover sensível aumento das atividades fabris.